Viva Sampa
Janeiro 27, 2009
Pode ser esse caos que todos sabemos, mas é uma puta cidade.
Texto do Neto, diretor de criação e sócio da Bullet, sobre a crise mundial.
“Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado?
É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.
Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia. Bancos e investidores.
Como uma pessoa comentou, é uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar.
Se quiser, repasse, se não, o que importa?
O nosso almoço tá garantido mesmo…”
FIB (Felicidade Interna Bruta)
Outubro 23, 2008
Tomei conhecimento do FIB (Felicidade Interna Bruta), ouvindo uma entrevista com a Susan Andrews na rádio Eldorado, no programa Trip.
O texto abaixo foi retirado do blog babeldasartes.
Página do texto aqui.
Índice de Felicidade é tema de debate internacional
“O Brasil recebe em outubro a vanguarda do pensamento econômico para o I Congresso Internacional de FIB (Felicidade Interna Bruta) no Brasil. Segundo o conceito FIB – Felicidade Interna Bruta, uma nação rica não é necessariamente um nação feliz. Em oposição ao PIB (Produto Interno Bruto), o FIB incorpora a felicidade como elemento indispensável para o progresso de uma cidade, estado ou país.
Para medir o progresso do país o FIB contempla nove dimensões:
- bom padrão de vida econômica;
- boa governança;
- educação de qualidade;
- saúde;
- vitalidade comunitária;
- proteção ambiental;
- acesso à cultura;
- gerenciamento equilibrado do tempo e
- bem estar psicológico.
A Conferência organizada pelo Instituto Visão Futuro tem como objetivo debater as políticas de planejamento e a aplicação prática do FIB na comunidade internacional. O evento será realizado em 29/10, no SESC Pinheiros, em São Paulo, capital, e no 31/10, na Unicamp, em Campinas, SP.
Vão discutir o tema: o coordenador das pesquisas do FIB no Butão, Karma Dasho Ura, o consultor das Nações Unidas sobre o assunto, Michael Pennock, a coordenadora do FIB no Brasil, Susan Andrews e o consultor da ONU e de vários governos em gestão econômica descentralizada, Ladislau Dowbor.
Durante o Congresso, o Visão Futuro apresentará a experiência de Angatuba, cidade no interior do estado de São Paulo, que está sediando a primeira experiência-piloto de uso do FIB como medidor de desenvolvimento local, em parceria com o Instituto.
Informações e inscrições: 15 3257-1243/1540; visaofuturo@visaofuturo.org.br”
Nova eco-bag
Agosto 14, 2008
Temos agora um tamanho maior de eco-bag e você tem a opção também de escolher a estampa que quiser da nossa coleção.
Já pensou? Pode combinar a mesma estampa para a camiseta e para a eco-bag.
Veja mais no site da Trapo Chic
“Por que não os ecólogos? “
Agosto 5, 2008
Texto da ex-Ministra e Senadora Marina Silva para o site Terra Magazine
“Marina Silva
De Brasília (DF)
A edição do Diário Oficial da União do dia 4 de agosto traz uma notícia boa e outra má. A boa nova é para os oceanógrafos: o projeto de lei que regulamenta sua profissão, aprovado pelo Congresso Nacional, foi sancionado pelo Presidente da República, transformando-se na Lei 11.760.
A má notícia veio para os ecólogos: o projeto de lei que regulamentava sua profissão, aprovado pelo Congresso Nacional no mesmo dia e na mesma sessão, foi vetado. Por que os oceanógrafos e não também os ecólogos, se ambas as profissões têm méritos e configuram campos reconhecidos de formação acadêmica e atuação profissional?
» Dê sua opinião sobre o artigo da senadora Marina Silva
A Ecologia, ciência que estuda as interações dos seres vivos entre si e com seu meio físico, está definida em literatura desde o século XIX. Em 1870, o naturalista alemão Ernest Haeckel a conceituou pela primeira vez. Numa palavra, ele disse, “ecologia é o estudo das complexas inter-relações, chamadas por Darwin de condições da luta pela vida”.
É fácil perceber a atualidade estratégica dessa ciência e a premência de profissionais da área, em tempos de adaptação da humanidade a situações-limite provocadas por intensa degradação ambiental. Entretanto, após tantos anos de luta, os ecólogos continuarão sofrendo restrições no mercado de trabalho, sem acesso ao pleno exercício profissional, por falta de regulamentação. É lamentável.
No Brasil, o primeiro curso de Ecologia foi criado em 1976, na UNESP de Rio Claro, no Estado de São Paulo. Hoje há seis cursos de graduação em todo o País e cerca de mil ecólogos formados. Isso sem contar os mestrados e doutorados existentes em várias universidades e institutos de pesquisa de ponta.
O veto, sugerido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, alega que o projeto não prevê regras para a fiscalização da profissão, não define com exatidão o campo de atuação profissional específico e não estabelece quais outros profissionais poderiam compartilhar as mesmas atribuições definidas para o ecólogo.
A referência à ausência de definição do “campo de atuação profissional específico do Ecólogo” é, no meu entender, equivocada. O projeto deveria ser elogiado por não estabelecer reserva de mercado, ou seja, atribuições que só podem ser exercidas pelo ecólogo e por nenhum outro profissional.
Esse tipo de alegação esconde certo desconhecimento das atividades na área ambiental. O artigo primeiro do projeto refere-se à formação interdisciplinar como característica fundamental da profissão e esse conceito não é bem compreendido pelas áreas mais tradicionais de atuação. Falta ao veto uma visão adequada da natureza da profissão de ecólogo e outras que pertencem a um universo de formação interativa e têm áreas mais extensas de superposição, porém, sem perder suas especificidades. Assim como a transversalidade é uma característica indispensável para a política ambiental, a interdisciplinaridade e a formação integradora são fundamentais para quem pensa, elabora e executa essa política.
Quanto às regras para a fiscalização do exercício da profissão, são uma questão atinente à regulamentação da Lei pelo Poder Executivo, através de Decreto a ser editado oportunamente pelo Presidente da República. O projeto original, em seus artigos 3º e 4º, atribuía essa responsabilidade ao Conselho Federal de Biologia. No entanto, esses dispositivos foram suprimidos na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, da Câmara dos Deputados, pois “após a promulgação da Emenda Constitucional n.º 32, tal conteúdo passou a ser de competência do Executivo, pela via do decreto, ou seja, não havendo despesas, nem mesmo se trata de matéria reservada à lei”.
O veto dá a entender, ainda, que o projeto deveria estabelecer quais outros profissionais poderiam exercer cada uma das 13 atribuições listadas como não exclusivas do ecólogo. Seria excessivo e temerário fazê-lo. Qualquer esquecimento implicaria a supressão de atribuições de outros profissionais igualmente importantes.
O interessante é que ambos os projetos – o dos ecólogos e o dos oceanógrafos – não apontam um órgão fiscalizador, não definem com exatidão o campo de atuação profissional específico nem indicam as demais profissões que poderão exercer atribuições comuns. Para os oceanógrafos (e para muitas outras profissões já regulamentadas) essas questões não se constituíram em óbice à sanção. No caso dos ecólogos, serviram indevidamente de argumento para o veto.
Enfim, o veto à regulamentação da profissão de ecólogo foi um erro de repercussões muito negativas. Na área internacional, será difícil explicar porque um país com as características do Brasil trata tão mal um campo que deveria ser incentivado com prioridade. Imagino também o impacto que isso terá na disposição dos jovens em abraçar um ramo da ciência que lhes parece relevante e atraente, mas sequer recebe o abrigo de uma regulamentação profissional.
Caberá agora ao Congresso corrigir este equívoco. Aliás, está em tempo de o próprio Executivo reconhecer que errou e ajudar a encontrar a porta de saída.”
“O Tibete é aqui”
Abril 28, 2008
Com este título, saiu uma matéria no caderno Variedades do Jornal da Tarde na sexta-feira, 25/04, assinada pelo jornalista Gilberto Amêndola onde é citada a camiseta Free Tibet que fazemos aqui na Trapo Chic.
A matéria, que traz ainda muitos outros produtos interessantes pode ser vista aqui nesse PDF.
Camiseta Free Tibet
Abril 8, 2008
A pedido de vários amigos, estaremos fazendo as camisetas Free Tibet e vendendo no site por apenas R$15,00 (mais frete). Metade do valor das nossas camisetas normais porque a idéia aqui não é visando lucro.
Serão camisetas brancas e texto (silk-screen) em preto.
Quem se interessar, entre em contato por aqui ou no e-mail contato@trapochic.com ou se preferir pelo MSN trapochic@hotmail.com
Vamos engordar essa manifestação.
Abraços.
Petição Tibete livre
Abril 3, 2008
No site www.avaaz.org voce pode assinar a petição pró-Tibet.
“Petição para o Presidente Hu Jintao:
Nós cidadãos do mundo pedimos ao governo chinês que tenha cautela e respeito pelos direitos humanos em sua resposta aos protestos no Tibete. Esperamos que os assuntos que dizem respeito aos tibetanos sejam tratados por meio do diálogo com o Dalai Lama e não pelo uso da força. Somente o diálogo e uma reforma irão trazer uma estabilidade duradoura. O futuro promissor da China e sua relação positiva com o mundo dependem de um desenvolvimento harmonioso feito de diálogo e respeito.”
Vamos nos manifestar. Vamos fazer mais do que “assistir” a pouca informação que nos chega.
No blog Luz de Luma tem um texto muito bem escrito e várias outras informações importantes.
Não vamos cruzar os braços.
“A China e as algemas olímpicas”
Março 25, 2008
*Matéria retirada do blog Planeta Sustentável
“Os confrontos entre os monges, freiras e manifestantes tibetanos e a polícia chinesa ainda continua. É o maior embate desde 1989, quando ao menos 16 pessoas morreram. Atualmente, os líderes do governo do Tibet – que estão exilados na Índia desde de 1959 – falam em 130 mortos. A China, contudo, registra como número oficial 19 mortos durante os conflitos na capital tibetana, Lhasa. Entre os feridos, são 382 civis e 241 policiais, sendo 81 em estado grave.
Há 49 anos, os tibetanos iniciaram um levante contra o domínio do governo chinês. Foi em 1959 que o governo da região foi exilado na Índia, e ficou no país até então. Há 14 dias, os monges tibetanos fizeram um protesto pacífico para homenagear a data. Os policiais chineses, porém, repreenderam a manifestação. A partir daí, os conflitos começaram.
Nesta segunda, centenas de monges e manifestantes fizeram um protesto para que Dalai-Lama saísse do exílio e voltasse à região. De acordo com o jornal britânico The Times, moradores da região viram duas pessoas sendo mortas por policiais.
Diversas instituições estão promovendo protestos contra o governo chinês por causa do desrespeito aos direitos humanos. Os Repórteres Sem Fronteiras já anunciaram um boicote às Olímpiadas – que começarão daqui a 5 meses – por causa da proibição da imprensa internacional de cobrir sem censura a região.
E os protestos realmente chegaram até a Grécia, onde a tocha olímpica é acendida. Durante a cerimônia, manifestantes penduraram bandeiras em um dos prédios da principal rua de Olímpia com a frase “Free Tibet” (Tibet livre). Além disso, eles atrapalharam o carregamento da tocha bloqueando o comboio de carros. Os membros dos Repórteres Sem Fronteiras foram detidos na abertura por causa de uma bandeira em que mostrava os anéis olímpicos representados por algemas.”
Free Hugs
Março 21, 2008
Já ouviu falar em alguém distribuindo abraços de graça ?
Pois é. Essa é a campanha do Free Hugs, iniciada algum tempo atrás por um australiano pseudo-conhecido Juan Mann.
Simples como deveríamos ser.
Veja o vídeo no youtube . Esse é o original, mas tem também vários vídeos em diversas cidades do mundo, com outros grupos. Vale a pena.
Clique na imagem acima para conhecer o site oficial.
No orkut, existe uma comunidade brasileira que organiza “abraços de graça” em várias cidades.
Abraços!!!

